segunda-feira, 27 de março de 2017

Simón Bolívar

Retrato de Simón Bolívar.
 José María Espinosa. Miniatura sobre marfim
Simón Bolívar, (1783-1830) foi um líder político e militar venezuelano, chefe das revoluções que libertaram a Venezuela, Colômbia, Equador, Panamá, Peru e Bolívia do domínio espanhol.
Simón Bolívar (1783-1830) nasceu em Caracas, Venezuela, no dia 27 de julho de 1783. Seu pai, o Coronel Juan Vicente de Bolívar era descendente da rica aristocracia espanhola, que chegou à Venezuela em 1588. Ficou órfão de pai com três anos de idade. Ao completar nove anos perdeu também a mãe. Foi adotado por um tio que entregou sua educação a um preceptor.
Com 16 anos, foi completar os estudos na Espanha. Em 1802, casa-se com Maria Tereza, filha de um aristocrata venezuelano e volta à Venezuela. Antes de completar um ano, sua esposa morre e Bolívar jura não mais se casar.
Em 1803, volta à Espanha, mas é expulso do país por suspeita de atividades revolucionárias. Se refugia em Paris onde conhece sua prima Fanny du Villars, e por intermédio dela, entra em contato com personalidades da vida política e intelectual. Participa de debates sobre a Revolução, a República e os princípios liberais. Em 1806, retorna para a Venezuela e se converte no principal dirigente da luta pela independência das colônias hispano-americanas.
Em 1808, a Espanha é invadida pelo exército de Napoleão, que coloca no trono seu irmão José. Essa invasão enfraqueceu a Metrópole, favorecendo nas colônias a luta pela independência. Em 1810, chega a Caracas um capitão-geral, designado por Bonaparte para governar a Venezuela. Nesse mesmo ano, forma-se na Venezuela uma Junta Governativa constituída por grupos hostis à Espanha. Em reação, é decretado o bloqueio dos portos venezuelano.
Em 1811, a Junta renuncia e, em 5 de julho de 1811, um Congresso recém-formado proclama a independência da Venezuela. Em 1812, os espanhóis controlam novamente a situação em Caracas. Em 1813, com uma tropa colombiana, Bolívar reconquista Caracas. Recebe o título de Libertados. Mas a nova República só duraria um ano.
Entre 1814 e 1815, a violenta repressão da Espanha deixa um saldo de milhares de mortos e reconquista o país para a Coroa espanhola, expulsando Bolívar para a Jamaica. Entre 1816 e 1819, uma nova revolução retomaria o controle do país. Bolívar sonhava em formar uma grande confederação que uniria todas as antigas colônias espanholas da América.
Em 1819, o exército bolivariano cruzou os Andes e venceu as tropas espanholas na Batalha de Boyacá, proclamando a independência da Nova Granada (atual Colômbia). Reunidos em uma Assembleia em Angostura, foi elaborada uma Constituição para a nova República da Colômbia, que englobaria a Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá. Em 1821, o General San Martin proclama a independência do Peru e Simón Bolívar se torna presidente da Grande República da Colômbia.
Em 1826, convocado por Bolívar, reúne-se o Congresso do Panamá, cujo objetivo era promover a união política da América Latina. Mas a iniciativa fracassou, as ideias centralizadoras de Bolívar entravam em conflito com o desejo de autonomia das novas repúblicas. Em 1828, Bolívar sofre um atentado a “Conspiração Setembrina”. Em 1829, a Venezuela rompe sua união com a Colômbia. Combatido por várias facções, Bolívar é obrigado a exilar-se na ilha de Santa Marta.
Simón Bolívar faleceu na pequena ilha de Santa Marta, na Colômbia, no dia 17 de dezembro de 1830.

Maria Perpétua – A bruxa da Ilha de São Sebastião


Maria Perpétua
1812

A verdadeira história da praia da Feiticeira que os moradores de Ilhabela pouco conhecem.
A portuguesa Maria Perpétua Calafate de Souza era casada com o Sr. Antônio José Lisboa de Souza, um oficial militar aposentado muito influente na região. Por seu envolvimento com o ocultismo ficou conhecida pelos moradores da ilha como “Feiticeira”, nome que foi dado a uma das praias de Ilhabela. Ainda hoje, quase 200 anos depois de sua morte, ela continua assombrando o imaginário dos habitantes da Ilha de São Sebastião.

Retrato de Maria Perpétua
Aquarela sobre marfim
Maria Perpétua nasceu em Portugal, em 1790. Com a morte do primeiro marido, mudou-se para o Brasil e casou-se novamente, instalando-se, em seguida, na Ilha de São Sebastião, litoral norte do estado de São Paulo.
Durante sua permanência na ilha, começou a se envolver com o ocultismo e conseguiu acumular uma considerável fortuna realizando adivinhações e vendendo poções mágicas para o amor.
Sua fama como feiticeira aumentava cada vez mais, e muitas eram as histórias sobre seus poderes. E isso atraiu forasteiros de todas as partes que iam até a Ilha de São Sebastião em busca de suas previsões.
Incomodados com a situação, os habitantes da ilha, ameaçaram enviar cartas a Portugal, pedindo a prisão e o degredo de Maria Perpétua.
Até que em 1812 ela foi formalmente denunciada como bruxa.
Entre os denunciantes, estava o capitão Domingos, o comerciante de escravos mais importante da região.
Segundo relatos da época, Maria Perpétua teve um desentendimento com Joana, uma das escravas do capitão Domingos, e jurou vingar-se. Coincidentemente, alguns dias depois, Joana adoeceu e, em seguida, veio a falecer. O capitão Domingos, junto com outros moradores, deu queixa ao padre do vilarejo acusando Maria Perpétua de ter feito um feitiço para matar a escrava. O caso foi levado ao conhecimento do governador da capitania de São Paulo e a casa dela foi investigada pelas autoridades. Além de uma orelha humana seca, foi encontrado um livro com dezenas de anotações de mandingas, simpatias e feitiços, dos mais esquisitos que se possam imaginar. Por essa razão, foi presa e levada para a cadeia de São Vicente. Mas, devido sua grande influência na região, ela foi liberada logo em seguida.
Tempos depois, Maria Perpétua foi denunciada por envenenamento
e por vários outros casos envolvendo bruxaria.


Em 26 de outubro de 1817, durante uma briga com o marido, Maria Perpétua levou uma facada e acabou morrendo por hemorragia.
Curiosamente, cinco anos depois de sua morte, o processo contra ela foi reaberto a mando do capitão-mor da Ilha de São Sebastião.






  

Fragmento de uma carta escrita e assinada
por Maria Perpétua em 1814
Auto de petição contra Maria Perpétua,
sob a acusação de bruxaria. 1812








Ilha das Bonecas


Imagine andar durante a noite em uma ilha repleta de bonecas mutiladas, presas em árvores, só com uma lanterna em mãos. E detalhe: diz a lenda que o local é assombrado por fantasmas. Essa é uma das sensações que os turistas e visitantes da Isla de Las Muñecas, Ilha das Bonecas.

A ilha, que na verdade é um aglomerado de canais, fica no distrito de Xochimilco, na Cidade do México. Segundo a lenda, uma garota havia morrido em um dos canais, em 1920. Nos anos 1950, Don Julian Santana Barrera se estabeleceu na região. Ele abandonou a família e foi morar sozinho no local. 

Barrera disse que a ilha era assombrada pelo espírito da menina afogada. Por isso, ele decidiu presentear o espírito inquieto com uma boneca. A ideia deu certo, mas não por muito tempo. Logo o apetite pelos brinquedos foi aumentando, e o espírito começou a atormentar Barrera. 

Para ver se acalmava por definitivo, o eremita decidiu construir um santuário para a menina. Ao longo dos anos, Barrera foi coletando bonecas do lixo, do esgoto e dos canais. Ele espalhou grande parte delas pela ilha. Mesmo muitas estando quebradas ou mutiladas. Com o tempo o local foi ficando infestado de bonecas e partes de bonecos. A umidade e a vegetação foram transformando os brinquedos em pequenos monstrinhos.

Barrera construiu o santuário para o espírito da jovem. Ele é uma casinha de madeira repleta de brinquedos e oferendas dos visitantes. O ponto mais curioso, talvez, seja o fato do criador do santuário ter morrido no mesmo local em que a menina. Don Julian Santana Barrera teve um ataque fulminante do coração e morreu a beira do canal. 

Hoje em dia, os moradores da região dizem que durante a noite as bonecas ganham vida. Elas seriam influenciadas pelos espíritos dos mortos. Não existe comprovação de que as bonecas ganhem vida.